Corre nas asas da Mariposa, a eletricidade da revolução, do olhar irreverente do artista mambembe, do doido dono de circo e de todos aqueles que se arriscam na caixa preta do teatro. Assim como o cobre é o condutor nobre da fantástica energia elétrica, a poesia se manifesta como a grande mágica que faz tudo funcionar dentro da caixola que é a imaginação humana.
terça-feira, 9 de agosto de 2016
CORAÇÕES DE PESCADORES
Meu ancoradouro está triste.
Nele não repousam mais navios
As jangadas não mais se recolhem,
Nem as aves do céu escarlate
Teimam seus cortejos
Nos mastros de minha vanguarda.
Os ventos salgados
Sopram nos recifes
Uma lamúria indecifrável,
Onde solitárias mulheres
Vagam pela praia
A lamentar seu desterro
E sua espera.
Tantas redes guardadas
Tarrafas encaixotadas
Reclamam por seus senhores.
Evocam cantigas de saudade
Que silenciam
A marcha inevitável das marés.
Não há mais peixes no mar
E todos os braços fortes
Forjados em bronze solar
Agora repousam de sua lida
Junto de suas naus intrépidas
Sob o espírito das águas.
Embarcações de filhos amados
Levados feitos missionários,
Em cruzadas de um mesmo sonho.
Alimento de gerações.
Corações de pescadores
Que escutam ao longe
Como que em oração
As serenas vozes de suas mulheres,
A pedir em verso
Que o mar se abra
E as devolvam aos dias da felicidade.
Foto: Galba Nogueira
Local: Enseada do Mucuripe/Fortaleza/CE
domingo, 7 de agosto de 2016
MARIA DA PENHA...MARIA DE LUTAS...
Não, não corte meus cabelos
Eles são meus e somente meus.
Não me toque e nem grite aos meus ouvidos
sua herança de macho, seu mau amor...
Não me prenda e nem me esconda
embaixo do teu abraço obscuro
e do teu medo patriarcal.
Eles são meus e somente meus.
Não me toque e nem grite aos meus ouvidos
sua herança de macho, seu mau amor...
Não me prenda e nem me esconda
embaixo do teu abraço obscuro
e do teu medo patriarcal.
Não, não sou sua...
sou das mariposas da minha vontade
minhas asas são pintadas de coragem
e liberdade
que ninguém pode ferir ou arrancar...
sou das mariposas da minha vontade
minhas asas são pintadas de coragem
e liberdade
que ninguém pode ferir ou arrancar...
Aos 10 anos da Lei Maria da Penha e as Lutas diárias por um mundo mais justo e gentil!
sexta-feira, 5 de agosto de 2016
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
CULPADO
Não culpe a poesia
pelo nosso mau poema
nem bata no fonema
ou na rima inadequada.
Não foi a lírica mal tratada
que acabou com nosso amor.
Se o verso não deu certo
bote a culpa na amargura,
na inspiração mais feia e dura
do coração do escritor.
Não fale mal de Manoel,
de Drummond ou Patativa,
nem Pessoa ou Bandeira
me ensinaram ser ruim.
Não olhe atravessado
ou dê rasteira
quem com os versos fez do mundo
o lugar melhor de mim.
Não mande prender
Meu Bilac ou Camões,
quem não souber encantar,
Fui, mais ninguém,
a letra das tuas canções.
27 de julho de 2016
pelo nosso mau poema
nem bata no fonema
ou na rima inadequada.
Não foi a lírica mal tratada
que acabou com nosso amor.
Se o verso não deu certo
bote a culpa na amargura,
na inspiração mais feia e dura
do coração do escritor.
Não fale mal de Manoel,
de Drummond ou Patativa,
nem Pessoa ou Bandeira
me ensinaram ser ruim.
Não olhe atravessado
ou dê rasteira
quem com os versos fez do mundo
o lugar melhor de mim.
Não mande prender
Meu Bilac ou Camões,
quem não souber encantar,
Fui, mais ninguém,
a letra das tuas canções.
27 de julho de 2016
quinta-feira, 28 de julho de 2016
Aquela mulher dançava feito cobra!
Serpentiava com sua silhueta magricela
e seu chocalho de bailarina.
Esquivando das rochas
e dos mamíferos assustados
em seu caminho.
Ela mudava o futuro
quando, sobre o pé de juazeiro,
dava o bote certeiro
no destino
com suas pernas de acrobata.
Cascavel perdia é feio!
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Cátedra Unesco de Leitura
A missão da Cátedra UNESCO de Leitura PUC-Rio é contribuir para a transformação da vida social através da formação de leitores.
http://www.catedra.puc-rio.br/
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