segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Livro Mariposas São feitas de Cobre à venda pela internet para todo o Brasil!



A Mariposa é a poesia que caminha por todas as artes. É a energia transformadora que se reinventa em seu casulo, se redesenhando e se redefinindo. Corre nas asas da Mariposa, a eletricidade da revolução, do olhar irreverente do artista mambembe, do doido dono de circo e de todos aqueles que se arriscam na caixa preta do teatro. Assim como o cobre é o condutor nobre da fantástica energia elétrica, a poesia se manifesta como a grande mágica que faz tudo funcionar dentro da caixola que é a imaginação humana.

Para adquirir o livro de poesias "MARIPOSAS SÃO FEITAS DE COBRE", é só realizar um depósito no valor do livro(R$ 15,00), e enviar um e-mail de confirmação com:

01.Nome Completo
02.Endereço completo(qualquer lugar do Brasil)
03.Qto. exemplares
04.Data e horário exato do depósito

para o e-mail: mariposassaofeitasdecobre@gmail.com

Dados da Conta:
Francélio Figueredo Alencar
Banco Bradesco
Agência: 0713-7
Conta: 0003476-2

O envio do livro será imediato!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

EDITAL AGENTES DE LEITURA DE FORTALEZA



Estão abertas, de 29 de agosto a 13 de outubro, as inscrições para o Projeto Agentes de Leitura, vinculado ao Programa Mais Cultura, em Fortaleza. A iniciativa é uma parceria da Prefeitura Municipal de Fortaleza, através da Secultfor, com o Ministério da Cultura. Os selecionados atuarão no sentido de democratizar o acesso ao livro e na formação de leitores em bairros e comunidades da cidade com baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) e da EducaçãoBásica (IDEB), definidos respectivamente pela Unesco e pelo Ministério da Educação. Na cidade, as ações estarão espalhadas nas SER's 1 (Barra do Ceará e Pirambu), 2 (no Cais do Porto: Serviluz e Titanzinho), 3 (Autran Nunes), 5 (Conjunto Ceará) e 6 (no Jangurussu: Conjunto Habitacional Maria Tomásia).


Cada agente receberá, depois de capacitado, um kit com 100 livros, mochila, uniforme, bicicleta e bolsa mensal de R$350, durante um ano. Serão responsáveis por visitas domiciliares, empréstimos de livros, rodas de leitura, contação de histórias, criação de clubes de leitura e saraus literários abertos para as comunidades.


As bolsas são destinadas a jovens entre 18 e 29 anos que tenham concluído o Ensino Médio e residam em um dos bairros contemplados pelo projeto. A prioridade é para os cadastrados no Bolsa Família, comprovando que estão enquadrados abaixo da linha de pobreza. A seleção consiste em três fases: habilitação, avaliação de conhecimentos e, por último, análise de currículo e entrevista.


Os jovens atuarão em duas frentes: ou como Agentes de Leitura, realizando ações de mediação cultural nos Pontos de Leitura, bibliotecas municipais e junto a 30 famílias cadastradas de sua comunidade; ou como Agentes Articuladores de Leitura, contribuindo com a gestão, articulação, acompanhamento sistemático e avaliação dos Agentes de Leitura. Ao todo, serão 55 bolsas, sendo 10 para agente e 1 para articulador em cada regional.


As inscrições podem ser feitas tanto na Secultfor, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, como nas seis regionais. Estão previstas ainda oficinas explicativas sobre o processo de inscrição em cada um dos pontos, com datas a serem definidas.



SERVIÇO //

Inscrições para o projeto Agentes de Leitura, de 29 de agosto a 13 de outubro, na Secultfor (Rua Pereira Filgueiras, nº 4, Centro) e nos endereços abaixo. Informações: 8504.3792/ 3105.1386


SER 1: Barra do Ceará / Pirambu: CUCA Che Guevara (Avenida PresidenteCastelo Branco, 6417 - Barra do Ceará). Telefone: 3237.4688


SER 2: Cais do Porto, somente Serviluz e Titanzinho: CRAS SERVILUZ (Av. Zezé Diogo, 1038-Vicente Pinzon). Telefones: 3105.2691/ 8846.5634


SER 3: Autran Nunes: Biblioteca Casa Brasil Antônio Bezerra (Rua Pio Saraiva, 168 - Antônio Bezerra)

SER 4: Biblioteca Central Dolor Barreira e Gibiteca Municipal (SER 4) (Av. da Universidade, 2572 – Benfica). (85) 3105.1299

SER 5: Conjunto Ceará: Biblioteca Casa Brasil Granja Portugal (Rua HumbertoLomeu , s/n - Granja Portugal). Telefone: 3105.4924

Biblioteca Comunitária do Conjunto Ceará (BCC) (Centro de Cidadania Dr. Lúcio Alcântara, Av. B, nº461, 1ª Etapa, Conj.Ceará).

SER 6: Jangurussu, somente Conjunto Habitacional Maria Tomásia (Rua 18 – Espaço Multiuso/ Conjunto Habitacional Maria Tomásia, próximo ao Conjunto Patativa e Palmeiras). Telefone: 8669.6845

O Edital se encontra na íntegra no site da SECULTFOR:
www.fortaleza.ce.gov.br/cultura

sexta-feira, 22 de julho de 2011

QUANTO VALE UMA CANÇÃO?



Hoje no Teatro das Marias, às 20:00h. QUANTO VALE UMA CANÇÃO? Com Ângela Linhares, Gigi Castro, Marcus Rocha, Dedé Paixão e Francélio Figueredo.

terça-feira, 31 de maio de 2011

ELIPSE GIGANTE

Brinque felipe
de elipse gigante!
Arrisque, petisque
uma esfirra brincante.
Na grande roda
onde mora uma briba falante,
que dança, que grita:
"Me respeite, não sou lagartixa,
sou ainda mocinha
nessa parede tão grande!"

Francélio Figueredo
31.05.2011

IRMÃOS

Sou feito do ferro da casa,
da chaleira da alma,
do cangaço do abraço,
do sonho dos meus irmãos.

Navego mal feito
Pelo leito do rio
Redesenhando o caminho
Pra reencontrar os meus.

Tenho um irmão feito de aço
Que é forte, que é caminhão
Que traz no sorriso um menino
Banhado no óleo do coração.

Sou feito do chamego da massa,
Do suor da viagem,
Do canto mais sagrado,
Da poesia do sertão.

O mais velho nasceu da alegria,
Colhida de manhã ao pé do morro,
Feito do dindin da fantasia
Pra dar sabor ao que há de novo.

Sou feito da leseira do destino,
Da prequiça do amor,
Do jeito estranho que a vida arranjou
Pra cantar essa canção.


Francélio Figueredo.
07.04.11

domingo, 30 de janeiro de 2011

BLOCO CANTO DA LADEIRA!



Festa de Lançamento do Bloco CANTO DA LADEIRA - Sábado dia 12 de Fevereiro no Bar Toca do Plácido - Rua Castro Alves - Joaquim Távora. A partir das 16hs...Venha com seu samba e sua fantasia! Contatos: Lenine: 9951-4280.
Com repertório puramente autoral! traga seu samba, sua marchinha, seu som!!!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

SILVIO SANTOS VEM DAÍ...


Ricardo Guilherme
ESPECIAL PARA O POVO

Camelô eletrônico, mágico e falastrão feito o nosso homem da cobra, Silvio Santos vem aí. Em seu programa de TV, aquela passarela que se projeta do palco e penetra a plateia compõe-se como uma rua, reminiscência das ruas onde a genealogia de sua persona persiste a evocar os ambulantes, as gestas da feira, o vaivém das praças, germe e cerne das cidades.
Silvio Santos vem daí: do ziguezigue no labirinto de veredas entre as barracas e da algazarra dos pregões, gênese do comércio que o animador transfigura em patuscada. Esse carioca paulistano, filho de um grego judeu com uma turca, descende de vira-mundos, andarilhos mercadores, de expressiva lábia. Sua arte deriva da fala, artimanha dos mascates; origina-se do rastro deixado pelas andanças desses povos emigrantes nos quais ressoa a voz dos escambos. E assim a histórica mala de seus antepassados torna-se o trans-histórico baú (da Felicidade), aberto não no sábado - dia de resguardo religioso para os seus ancestrais - mas no domingo, fazendo dos telespectadores também fregueses, expectadores de uma promessa ante a Porta da Esperança.
Silvio Santos advém daí: da memória de almocreves, da fluência e da espetacularidade dos nômades comerciantes, premidos pelo frio ou curtidos ao sol. Clown descolorido, de paletó e gravata, sem a maquiagem, os trejeitos e os habituais apliques e adereços da persona palhaço, o cognominado “Peru Falante” consegue, apenas pela entonação, gesticulação e domínio do ritmo de sua locução, equacionar a ciência da prototípica comicidade que ratifica a tradição advinda dos artistas de rua. Transforma as legendárias “macacas de auditório” em mercenárias colegas de trabalho que “topam tudo por dinheiro” e com essas neo-Macabéas contracena, em “pegadinhas”, como se fosse o tradicional escada, aquele comparsa que no picadeiro prepara a piada ou a gag em uma dupla cômica.
Silvio Santos provém daí: dos feirantes de São Paulo, essa babélica maloca que se fez capital do Nordeste. E porque também somos de uma “provincianópole”, podemos por atavismo nos identificar com ele e reconhecer que Silvio Santos vem daqui, pois Fortaleza, cidade de mar emigrada do sertão, surgiu ao derredor da antiga Feira Nova, atual Praça do Ferreira, e preserva – ainda que à revelia de si mesma – os resquícios das xepas e a cepa dos “galegos” que batiam de porta em porta tentando vender aos nossos avós as novidades de tecidos e joias a crediário de carnê e cadernetas.

Talvez por isso é que a esse tele-bodegueiro o nosso olhar se entregue. Porque temos na massa do sangue o DNA de quem, sem carteira de trabalho, negocia e apregoa bugigangas: Ei, dona menina, se achegue. Aqui tem de tudo um tanto, toda e qualquer quinquilharia. Vem, vem. E é só se for agora, porque se o Silvio Santos vem aí, o rapa também vem.

Ricardo Guilherme é escritor, teatrólogo e produtor de televisão. É também professor de Teatro da Universidade Federal do Ceará e criador do Teatro Radical.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

SEMANA DOS DIREITOS HUMANOS



A Prefeitura Municipal de Fortaleza, através da Secretaria de Direitos Humanos de Fortaleza (SDH) e com o apoio da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH-PR), realiza a Semana de Nacional de Direitos Humanos, que acontece entre os dias 3 e 7 de novembro, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.


O evento tem o objetivo de fomentar a discussão sobre os direitos humanos na cidade de Fortaleza e dar subsídio à população nas questões que se referem ao direito da criança e do adolescente, do idoso, da pessoa com deficiência, da comunidade LGBTT, dos negros, índios e ciganos. O projeto tem o apoio ainda das secretarias de Cultura de Fortaleza (Secultfor) e do Governo do Estado do Ceará (Secult).


A programação da Semana conta com seminários, oficinas fixas e volantes em áreas estratégicas da cidade e apresentações culturais, todos com vistas a difundir e, portanto, lutar pela implementação dos direitos das minorias. As palestras abordarão temas como Educação e Cultura em Direitos Humanos, Liberdade Religiosa, Dignidade e Desenvolvimento Humanos e Memória de Fortaleza e os Direitos Humanos. As oficinas, que serão divididas em teóricas e práticas, pretendem dar ferramentas aos participantes de se expressarem por diversas linguagens.


Além disso, 15 grupos de arte pública estarão, ao longo da semana, realizando apresentações em vários locais da cidade. Os grupos são: Amplitude, Selo Coletivo, Companhia Pã, Teatro de Caretas, Traços Aleatórios, Liquidificador sem Tampa, Anima, Coletivo Curto-Circuito, Grafiticidade, R.A.M., MeioFio, Mediação de Saberes, Cadafalso, Acidum e Balbucio.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA: http://www.fortaleza.ce.gov.br

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

PAISAGEM DA PEDRA



Salpiquei sobre a paisagem da pedra
Um pouco daquele sal
Que guardamos nas camisolas do tempo.
E ao tocar o lago
Que não era verde nem azul
Senti que tudo estava mais perto
E que a pedra falava comigo
Através do idioma do bem.

Remexi naquele dia
Com a criança que bolina o coração da cozinha,
Assaltando a dispensa
E metido em saliências com os bichos da casa.
Criança baladeira
Que não é mais do que osso,
Couro e sobrancelha
Que cheira naturalmente
Ao azedume daqueles que nascem
Do sonho e da terra.

CONVERSA COM EDUARDO



Eduardo uma vez me disse
que as veias abertas sangram
e que sangram muito.

Sangram diariamente nas horas,
nas portas,
nos templos
e nas acareações públicas.

Sangram no suplício
do cotidiano das fábricas.
Sangram no olhar frio das armas,
no útero cancerígeno dos quartéis.

Sangram e pedem remorso
mesas brancas
danças negras
tanta saudade de Macondo
e dos curumins de minha casa.
Mas ainda não foi possível estancar.

Sangram no cais sem navios
nas meninas desvirginadas
no tédio dos almoços dominicais.
Sangram os negros boçais,
cortam os pulsos
e sangram de verdade.
Verdade que falta nos jornais
e nos casamentos arranjados.
Sangram a honestidade de filhos e pais.

Sangram na comida que é pouca
Sangram a roupa
o lençol
Sangram o sertão,
a cidade e as matas
Sangram São Francisco
te sangram por nada
por pílula nenhuma
que derrube a sede emanada.

Sangram minha oiticica,
meu martelo enferrujado,
casa de pau-a-pique,
meu celeiro, meu roçado.
Sangram a noite
quando os tiros deram trégua
Sangram infelizes
minha reza
meu apocalipse
galinha caipira foi quem mais sangrou.

Sangram a velha rabeca
encostada
quase falecendo
adoecida com um remendo
do tamanho da minha tristeza.
Sangram caríssima natureza
teu caule
e meu caule
tua folha
e minha flor
Sangram até o pensar
se até já sangraram o amor.

E sujo o sangue
pois são veias
ofende as palavras
mofando livros e poetas
que tanto lançaram pequenas agulhas
na vastidão de nossas colchas.